Tenho tido muita fome
Como se pudesse comer a mim, mastigando qualquer alimento!
Mas é uma fome boa,
Invasiva...
Que toma de gula todo o meu corpo.
Comeria a maçã de Eva num mordida só
E acharia pouco...
Sem moral não existe culpa
E culpa é um negocio tão cristão.
Na fome que eu tô, devoraria inteiro o corpo de Cristo
Para que a cada dentada eu deixasse pendurados na cruz
Todos os meus pudores
Como se pudesse comer a mim, mastigando qualquer alimento!
Mas é uma fome boa,
Invasiva...
Que toma de gula todo o meu corpo.
Comeria a maçã de Eva num mordida só
E acharia pouco...
Sem moral não existe culpa
E culpa é um negocio tão cristão.
Na fome que eu tô, devoraria inteiro o corpo de Cristo
Para que a cada dentada eu deixasse pendurados na cruz
Todos os meus pudores
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Pressão e pulsão
Sociedade e saciedade
A fome e a vontade de comer...
Tenho uma fome crônica que não vem do estômago,
Tenho uma crônica no estômago
Que vem...
Estômago: o orgão mais bonito do corpo humano!
Eis uma lição de anatomia: o coração finge que sente, mas pra encarar a vida a gente precisa mesmo é de estômago...
Acho romântico
Imagina: meu estômago é só seu, ele pulsa por você
Etc e blá blá blá
Pode não ser vermelho vivo mas é visceral de sobra
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Minha primeira forma de entender
É pela boca....
Não tenho medo do amargo (do amar algo)
Mas a minha língua tem carência de açúcar!
O açúcar das palavras doces e das ilusões bem construídas.
Minha saliva é macia demais,
Travosa e desajeitada...
Não tenho medo do comer inteiro, nem do beber tudo.
É com a língua que se ama primeiro.
O coração finge que sente,
O estomago pulsa
E a língua explora... Explora, entrelaça, enlaça.
Promessas feitas entre línguas tem validade curta, mas verdadeira
O gosto vem da boca!
E a boca não sabe mentir.
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Impresso, expresso e cappuccino.
Terapeutas apaixonados,
Acordes dissonantes e chiclete morango-menta.
Hoje eu achei uma caixinha na rua:
Com trezentos e oitenta e oito tampinhas de caneta Bic
A orelha de Van Gogh
E os restos do seu bigode, que você cortou na semana passada e esqueceu de me contar.
Apertei a caixa contra o peito. Momento pandora.
Mentira pura! Branca e blue.
Terapeutas apaixonados,
Acordes dissonantes e chiclete morango-menta.
Hoje eu achei uma caixinha na rua:
Com trezentos e oitenta e oito tampinhas de caneta Bic
A orelha de Van Gogh
E os restos do seu bigode, que você cortou na semana passada e esqueceu de me contar.
Apertei a caixa contra o peito. Momento pandora.
Mentira pura! Branca e blue.
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