Macunaima pelo menos é herói
Eu sou só sem nenhum caráter.
A casca
1) Peguei um livro de poemas: Bukowski - e ele disse que se não me matar, que se eu não morrer, se eu não precisar mais do que tudo, não devo escrever... Me fudeu de vez! Vou ficar fingindo urgências pra me sentir e escrever. Preciso desesperadamente do vestido-xadrez que ele descreveu como bonito e necessário, preciso de um porre, uma bela cicatriz, talvez uma doença, uma paixão passional, uma arma de fogo. Desculpa Bukowski, não bebo vinho o suficiente pra te acompanhar.
2)Acho muito certo, os personagens nobres falarem em verso (pq eles são babacas e bem educados)
3) Vem me politizar, amor. (Meu discurso é tão furado que dá pra coar suco de maracujá) (e eu tô na defensiva) (e aqui vem meu cú, pra não perder o costume)
O miolo
1) O desejo pego rabo (obsessiva-neurótica-psicótica) e eu aqui, a ver navios.
2) A obrigação de ser a Frida Kahlo nos dias de chuva, principalmente portando os brincos recém comprados. Nos dias de sol posso só ir a praia.
3) Meu estômago que queima do cóccix ao pescoço... !!
4) A possível coerência se chama busca
A parte que faz chorar
1) Meu irmão
2) A saudade do que tá longe
3) A saudade do que não aconteceu
Então, posso passar um azeite, orégano
e colocar pra assar.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
terça-feira, 25 de junho de 2013
flutuante e blá blá blá
Cara pálida que desconhece o próprio cor de rosa
E a delicadeza definitiva do ar.
Pensei em ir devagar, mas só queria mesmo era ir de encontro. Ao encontro.
De repente sinto um bem estar disfarçado de compromissos e agendas bem rabiscadas...
E eu vou chorar agora, só porque gosto do jeito que meu olho reflete a luz quando está molhado...
E a delicadeza definitiva do ar.
Pensei em ir devagar, mas só queria mesmo era ir de encontro. Ao encontro.
De repente sinto um bem estar disfarçado de compromissos e agendas bem rabiscadas...
E eu vou chorar agora, só porque gosto do jeito que meu olho reflete a luz quando está molhado...
terça-feira, 11 de junho de 2013
O Homem Bomba (parte um)
O coração do homem bomba faz tum-tum, até o dia em que ele fizer bum!
O coração do homem bomba faz tum-tum, até o dia em que ele fizer bum...
TÁ.
Ele vai estar sentado, circunspecto, magro e rígido... E vai te olhar a principio com desdém... Depois o olho amolece um pouco (só um pouco)
O suficiente pra vontade de olhar pra ele não explodir... Porque a história podia terminar aí e seria só mais um desses homens sérios, que ficam sentados e olham com desdém.... Só que o olhar dele amolece... Amolece e oferece um abismo gigante pra quem olhar fixamente por mais de 3 segundos... Paixão na certa!
O olhar do Homem Bomba amolece (amolece só um pouco, porque ele não é de dar confiança pra qualquer um) e começa uma contagem regressiva e agressiva de quem se dana primeiro, o olhar de quem olha ou resto da dureza que sobrou no olho do Homem Bomba.
BUM!
Aconteceu comigo uma vez... Eu olhei por 4 segundos inteiros....
No primeiro segundo - Tá. Tanto faz...
No segundo segundo - Ele desviou os olhos, passou a mão no cabelo, depois nos botões da camisa e sorriu sem mostrar os dentes
No terceiro – Foi a explosão! E fiquei paralisada... Sem saber o que fazer com as mãos
Ele chegou pra mim, como se aquilo tudo fosse de mansinho, mas não era... Disse meio metido a besta e sussurrando (o que era fatal)
“Olha... A partir de agora você é minha! Não dê osadia pra ninguém”
E eu pensei.... Mas que absurdo!
Só que eu sou que nem todo mundo e me apaixonei por ele...
De vez em quando ele me compra um chocolate, ou um pão com presunto, o que compensa a dureza cotidiana... De vez em nunca ele me escala na agenda de declarações e diz um monte de coisa bonita...
Bom mesmo era brigar com o Homem Bomba. Não fosse a ameaça eminente de que tudo iria pelos ares, eu brigava todo dia... Porque depois da briga ele fazia cartinha (várias e de letra cursiva) deixava em algum lugar que gerasse surpresa e carinho instantâneo e olhava mole-mole, que nem pudim.
TÁ.
Vou ser direta, na lata (bomba caseira) : O nome dele era Gepeto, signo de touro (do qual herdou uma grande admiração por chifres), gostava de correr até sentir falta de ar e não gostava de comida em conserva... Na verdade não gostava de nada em conserva.
Moderninho.
Gepeto tentou ser de um tudo nessa vida... Quando guri, queria ser motorista de caminhão.. Pra rodar o mundo inteiro, mas fazer tal feito, com a bunda bem instalada num acolchoado (Aventureiro, sim! Mas prezando o conforto e o pouco esforço, claro, que ele não é besta) Só que essa ideia não deu pé, não criou raiz... Era combustível demais juntar Gepeto e mais num sei quantos litros de gasolina numa estrada dessas da vida, podia ser até arriscado... Aí, D. Marianinha (Que eu não sei bem se era mãe ou tia de Gepeto, mas foi quem chocou o ovo de onde ele nasceu) disse
“Não me invente negocio de caminhão, menino... Que eu não cuidei de você pra ficar enfiado em estrada... Vai é estudar”
E foi...
Mal sabia D. Marianinha que estudar era uma das estradas mais longas e esburacas que ela podia enfiar o menino...
Gepeto aprendeu tudo direitinho! Era esperto. Aprendeu a fazer pingo no i e a só dava ponto com nó... Quando errava um negocio a professora gritava
“Burro!” e depois do grito ele não errava nunca mais, mas também, parava de tentar...
Foi na escola que ele conheceu um pessoal do circo.
Se enturmou rápido-rápido (já que a regra era: dureza- 3 segundos – paixão)
tentou a carreira de trapezista (leveza demais)
tentou palhaço (risada demais)
tentou mágico ( ) PLIM (sumiu)
Mas tinha vocação mesmo era pra Homem-Bomba! Quando colocava o capacete e entrava no canhão, era uma felicidade tanta que esquecia das estradas, das burrices e da saudade de D. Marianinha... Nunca houve homem bomba mais garboso do que Gepeto. E mais explosivo também...
Foi de uma hora pra outra que a vontade dele passou... E disse
“Não quero mais ser Homem Bomba”
E deixou de ser...
Virou caminhoneiro – e enjoou
Virou sorveteiro – enjoou
Vidente, astronauta, bailarino – enjoou...
Foi quando eu conheci ele. No ápice do enjoo! Ainda levava o titulo de homem bomba devido ao encaixe perfeito que tinha com a profissão e a residente habilidade de explodir o coração das pessoas. Habilidade meio malévola, mas que Gepeto usava sem dó. Colecionava os apaixonados, colando a orta dos corações explodidos num pedacinho de papel...
E a horta foi crescendo, crescendo...
Gepeto cultivava, com desprezo e zelo...
Crescendo, crescendo, crescendo..
Pensou de súbito: Se eu juntar uma quantidade significativa de corações, viro agricultor e me embrenho na minha própria mata...
Ele só não esperava conhecer Romero, isso ele não esperava.
O coração do homem bomba faz tum-tum, até o dia em que ele fizer bum...
TÁ.
Ele vai estar sentado, circunspecto, magro e rígido... E vai te olhar a principio com desdém... Depois o olho amolece um pouco (só um pouco)
O suficiente pra vontade de olhar pra ele não explodir... Porque a história podia terminar aí e seria só mais um desses homens sérios, que ficam sentados e olham com desdém.... Só que o olhar dele amolece... Amolece e oferece um abismo gigante pra quem olhar fixamente por mais de 3 segundos... Paixão na certa!
O olhar do Homem Bomba amolece (amolece só um pouco, porque ele não é de dar confiança pra qualquer um) e começa uma contagem regressiva e agressiva de quem se dana primeiro, o olhar de quem olha ou resto da dureza que sobrou no olho do Homem Bomba.
BUM!
Aconteceu comigo uma vez... Eu olhei por 4 segundos inteiros....
No primeiro segundo - Tá. Tanto faz...
No segundo segundo - Ele desviou os olhos, passou a mão no cabelo, depois nos botões da camisa e sorriu sem mostrar os dentes
No terceiro – Foi a explosão! E fiquei paralisada... Sem saber o que fazer com as mãos
Ele chegou pra mim, como se aquilo tudo fosse de mansinho, mas não era... Disse meio metido a besta e sussurrando (o que era fatal)
“Olha... A partir de agora você é minha! Não dê osadia pra ninguém”
E eu pensei.... Mas que absurdo!
Só que eu sou que nem todo mundo e me apaixonei por ele...
De vez em quando ele me compra um chocolate, ou um pão com presunto, o que compensa a dureza cotidiana... De vez em nunca ele me escala na agenda de declarações e diz um monte de coisa bonita...
Bom mesmo era brigar com o Homem Bomba. Não fosse a ameaça eminente de que tudo iria pelos ares, eu brigava todo dia... Porque depois da briga ele fazia cartinha (várias e de letra cursiva) deixava em algum lugar que gerasse surpresa e carinho instantâneo e olhava mole-mole, que nem pudim.
TÁ.
Vou ser direta, na lata (bomba caseira) : O nome dele era Gepeto, signo de touro (do qual herdou uma grande admiração por chifres), gostava de correr até sentir falta de ar e não gostava de comida em conserva... Na verdade não gostava de nada em conserva.
Moderninho.
Gepeto tentou ser de um tudo nessa vida... Quando guri, queria ser motorista de caminhão.. Pra rodar o mundo inteiro, mas fazer tal feito, com a bunda bem instalada num acolchoado (Aventureiro, sim! Mas prezando o conforto e o pouco esforço, claro, que ele não é besta) Só que essa ideia não deu pé, não criou raiz... Era combustível demais juntar Gepeto e mais num sei quantos litros de gasolina numa estrada dessas da vida, podia ser até arriscado... Aí, D. Marianinha (Que eu não sei bem se era mãe ou tia de Gepeto, mas foi quem chocou o ovo de onde ele nasceu) disse
“Não me invente negocio de caminhão, menino... Que eu não cuidei de você pra ficar enfiado em estrada... Vai é estudar”
E foi...
Mal sabia D. Marianinha que estudar era uma das estradas mais longas e esburacas que ela podia enfiar o menino...
Gepeto aprendeu tudo direitinho! Era esperto. Aprendeu a fazer pingo no i e a só dava ponto com nó... Quando errava um negocio a professora gritava
“Burro!” e depois do grito ele não errava nunca mais, mas também, parava de tentar...
Foi na escola que ele conheceu um pessoal do circo.
Se enturmou rápido-rápido (já que a regra era: dureza- 3 segundos – paixão)
tentou a carreira de trapezista (leveza demais)
tentou palhaço (risada demais)
tentou mágico ( ) PLIM (sumiu)
Mas tinha vocação mesmo era pra Homem-Bomba! Quando colocava o capacete e entrava no canhão, era uma felicidade tanta que esquecia das estradas, das burrices e da saudade de D. Marianinha... Nunca houve homem bomba mais garboso do que Gepeto. E mais explosivo também...
Foi de uma hora pra outra que a vontade dele passou... E disse
“Não quero mais ser Homem Bomba”
E deixou de ser...
Virou caminhoneiro – e enjoou
Virou sorveteiro – enjoou
Vidente, astronauta, bailarino – enjoou...
Foi quando eu conheci ele. No ápice do enjoo! Ainda levava o titulo de homem bomba devido ao encaixe perfeito que tinha com a profissão e a residente habilidade de explodir o coração das pessoas. Habilidade meio malévola, mas que Gepeto usava sem dó. Colecionava os apaixonados, colando a orta dos corações explodidos num pedacinho de papel...
E a horta foi crescendo, crescendo...
Gepeto cultivava, com desprezo e zelo...
Crescendo, crescendo, crescendo..
Pensou de súbito: Se eu juntar uma quantidade significativa de corações, viro agricultor e me embrenho na minha própria mata...
Ele só não esperava conhecer Romero, isso ele não esperava.
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| Foto de Juliano Marques |
quarta-feira, 5 de junho de 2013
listagens
Não tem nada mais morno nessa vida do que:
Banho quente em dia de sol
Bolacha cream craker que já perdeu a crocância...
Manteiga sem sal
Esmalte incolor, farofa sem dendê, prazos de validade, chuva de manhã cedo...
Nada mais morno do que
Pouca pimenta, meias palavras, nenhuma intimidade...
Domingo é um dia morno
"Não tenha pressa" é um sentença morna.... Sim, sim, sim, tudo bem... Amém, concordo.
Uma vez eu conheci uma menina que mediu exatos 24 graus durante a vida toda... Constante, feliz e morna..
E sabe o que o que aconteceu com ela? ELA MORREU.
Talvez se tivesse sido um pouquinho mais rápida e agressiva
Sobrevivesse...
Dizem que quando a gente morre, perde 21 gramas
O peso da alma? (acho alma um negocio tão cafona)
21 gramas é o peso da variação térmica..
Pra quente
Ou pra frio.
O que me mata é esse negocio de ameno. e morno, morto. Nati-morto. nada disso.
Banho quente em dia de sol
Bolacha cream craker que já perdeu a crocância...
Manteiga sem sal
Esmalte incolor, farofa sem dendê, prazos de validade, chuva de manhã cedo...
Nada mais morno do que
Pouca pimenta, meias palavras, nenhuma intimidade...
Domingo é um dia morno
"Não tenha pressa" é um sentença morna.... Sim, sim, sim, tudo bem... Amém, concordo.
Uma vez eu conheci uma menina que mediu exatos 24 graus durante a vida toda... Constante, feliz e morna..
E sabe o que o que aconteceu com ela? ELA MORREU.
Talvez se tivesse sido um pouquinho mais rápida e agressiva
Sobrevivesse...
Dizem que quando a gente morre, perde 21 gramas
O peso da alma? (acho alma um negocio tão cafona)
21 gramas é o peso da variação térmica..
Pra quente
Ou pra frio.
O que me mata é esse negocio de ameno. e morno, morto. Nati-morto. nada disso.
domingo, 2 de junho de 2013
Toda vadia tem um gato
É conceitual
Li o segundo sexo, apoio a nudez nua, as liberdades obrigatórias, me vitimizo só um pouquinho...
Mas me reconheço mesmo é na Gata. Dia desses fui abrir a geladeira e ela pulou pra dentro!
E ficou lá... Muito confortável...
Quantas vezes já não tive vontade de entrar num lugar qualquer e sumir (de preferencia refrigerado, devido ao calorrrrrrrr dessa cidade) (clichê reclamar do tempo, né? Se fosse chuva eu reclamava, se fosse sol, se fosse qualquer clima extremo!)
A Gata espirra, se desespera com comida/com determinados horários/com bolinhas de papel...
Me deixa humilhada correndo pela casa "Greta, Greta, me ame!!" e some!
Depois volta como se nunca tivesse indo embora
E eu aceito.
No começo eu achava que ela só fazia o que bem entendia... Isso de querer só quando se quer de verdade. E admiro todo o despeito! Mas não é bem assim... De noite ela pula na minha cama, se enrosca e se fragiliza
Acho que ela tem medo de escuro
Depois fiquei sabendo que os gatos enxergam no escuro, o que desbancou um pouco a minha teoria do medo, mas tudo bem, sou mestre em teorias falhas.
Tô esperando o momento em que eu vou chegar em casa, sacolas, sapatos, cansaço e tudo mais
E Greta vai estar sentada na minha cama, usando todos os anéis da minha mãe e os colares do meu pai de carnavais passados.... Vai me olhar com aqueles olhos bem desenhados, mexer os bigodes, negar com a cabeça e dizer: "Você é uma mulher ou um saco de batatas?!"
E eu vou me jogar no chão, definitiva e sonsa, " Um saco de bataaaaaatas!"
Greta não vai se comover (nem um pouco)
Só vai balançar a cabeça em negativa.
Depois da cena, eu vou me recompor... Porque eu faço isso, em algum momento não tem mais como me dar, não tem mais por onde me expressar, aí eu calo a boca... Deveria ser mais orgulhosa, fico gastando as emoções por aí, por qualquer coisa, quando eu precisar sentir de verdade não vai dar...
Enfim, serei eu-recomposta, pensando em todas as vezes que corri com os lobos e em todo suor do qual verdadeiramente me orgulho ... Suor é uma coisa que me promove orgulho.
E mesmo no estado de saco de batatas, poder dizer que me importo e que eu sinto muito... Muito mesmo! No sentido de sentir demais. E nas desculpas que eu já pedi em todas as vias possíveis e você não respondeu porque tava com a boca cheia de carne e batata, sufocado.
Refeições a parte, agora tem uma gata me acompanha e me lembra de empinar o rabo e sair sorrateiramente pela janela.
Li o segundo sexo, apoio a nudez nua, as liberdades obrigatórias, me vitimizo só um pouquinho...
Mas me reconheço mesmo é na Gata. Dia desses fui abrir a geladeira e ela pulou pra dentro!
E ficou lá... Muito confortável...
Quantas vezes já não tive vontade de entrar num lugar qualquer e sumir (de preferencia refrigerado, devido ao calorrrrrrrr dessa cidade) (clichê reclamar do tempo, né? Se fosse chuva eu reclamava, se fosse sol, se fosse qualquer clima extremo!)
A Gata espirra, se desespera com comida/com determinados horários/com bolinhas de papel...
Me deixa humilhada correndo pela casa "Greta, Greta, me ame!!" e some!
Depois volta como se nunca tivesse indo embora
E eu aceito.
No começo eu achava que ela só fazia o que bem entendia... Isso de querer só quando se quer de verdade. E admiro todo o despeito! Mas não é bem assim... De noite ela pula na minha cama, se enrosca e se fragiliza
Acho que ela tem medo de escuro
Depois fiquei sabendo que os gatos enxergam no escuro, o que desbancou um pouco a minha teoria do medo, mas tudo bem, sou mestre em teorias falhas.
Tô esperando o momento em que eu vou chegar em casa, sacolas, sapatos, cansaço e tudo mais
E Greta vai estar sentada na minha cama, usando todos os anéis da minha mãe e os colares do meu pai de carnavais passados.... Vai me olhar com aqueles olhos bem desenhados, mexer os bigodes, negar com a cabeça e dizer: "Você é uma mulher ou um saco de batatas?!"
E eu vou me jogar no chão, definitiva e sonsa, " Um saco de bataaaaaatas!"
Greta não vai se comover (nem um pouco)
Só vai balançar a cabeça em negativa.
Depois da cena, eu vou me recompor... Porque eu faço isso, em algum momento não tem mais como me dar, não tem mais por onde me expressar, aí eu calo a boca... Deveria ser mais orgulhosa, fico gastando as emoções por aí, por qualquer coisa, quando eu precisar sentir de verdade não vai dar...
Enfim, serei eu-recomposta, pensando em todas as vezes que corri com os lobos e em todo suor do qual verdadeiramente me orgulho ... Suor é uma coisa que me promove orgulho.
E mesmo no estado de saco de batatas, poder dizer que me importo e que eu sinto muito... Muito mesmo! No sentido de sentir demais. E nas desculpas que eu já pedi em todas as vias possíveis e você não respondeu porque tava com a boca cheia de carne e batata, sufocado.
Refeições a parte, agora tem uma gata me acompanha e me lembra de empinar o rabo e sair sorrateiramente pela janela.
sábado, 1 de junho de 2013
Sobre o agora
Eu copio frases que eu gosto
Em locais que possam me surpreender.
E quando as leio, quase que sem querer
Esboço uma surpresa ensaiada e fico tentando sentir exatamente igual ao que está escrito. É com esse mesmo esforço que eu arrumo as malas, penteio o cabelo, desligo o computador e finjo me preocupar com a quantidade de chocolate que eu como...
Estou sempre forçando a barra!
A minha própria barra... Aprendi a ser assim comigo.
Disfarço a falta de autocontrole com regras muitíssimo rígidas de como sentir. Não é que funcione... Mas pareço bem mais civilizada assim!
Tirando o meu esmalte, que descasca mais rápido do que o tempo que eu levo pra dizer esmalte
Ou a quantidade de livros que eu carrego por amor e não por leitura.
Duvido muito do que eu penso-sinto... Acho que em alguns aspectos isso até pode ser saudável...
A longo prazo!
Longuíssimo prazo...
Saudade não é a falta
É lembrar com carinho
Em locais que possam me surpreender.
E quando as leio, quase que sem querer
Esboço uma surpresa ensaiada e fico tentando sentir exatamente igual ao que está escrito. É com esse mesmo esforço que eu arrumo as malas, penteio o cabelo, desligo o computador e finjo me preocupar com a quantidade de chocolate que eu como...
Estou sempre forçando a barra!
A minha própria barra... Aprendi a ser assim comigo.
Disfarço a falta de autocontrole com regras muitíssimo rígidas de como sentir. Não é que funcione... Mas pareço bem mais civilizada assim!
Tirando o meu esmalte, que descasca mais rápido do que o tempo que eu levo pra dizer esmalte
Ou a quantidade de livros que eu carrego por amor e não por leitura.
Duvido muito do que eu penso-sinto... Acho que em alguns aspectos isso até pode ser saudável...
A longo prazo!
Longuíssimo prazo...
Saudade não é a falta
É lembrar com carinho
Sobre a sua boca, o meu estômago e a fome
Tenho tido muita fome
Como se pudesse comer a mim, mastigando qualquer alimento!
Mas é uma fome boa,
Invasiva...
Que toma de gula todo o meu corpo.
Comeria a maçã de Eva num mordida só
E acharia pouco...
Sem moral não existe culpa
E culpa é um negocio tão cristão.
Na fome que eu tô, devoraria inteiro o corpo de Cristo
Para que a cada dentada eu deixasse pendurados na cruz
Todos os meus pudores
Como se pudesse comer a mim, mastigando qualquer alimento!
Mas é uma fome boa,
Invasiva...
Que toma de gula todo o meu corpo.
Comeria a maçã de Eva num mordida só
E acharia pouco...
Sem moral não existe culpa
E culpa é um negocio tão cristão.
Na fome que eu tô, devoraria inteiro o corpo de Cristo
Para que a cada dentada eu deixasse pendurados na cruz
Todos os meus pudores
-----------------------------------
Pressão e pulsão
Sociedade e saciedade
A fome e a vontade de comer...
Tenho uma fome crônica que não vem do estômago,
Tenho uma crônica no estômago
Que vem...
Estômago: o orgão mais bonito do corpo humano!
Eis uma lição de anatomia: o coração finge que sente, mas pra encarar a vida a gente precisa mesmo é de estômago...
Acho romântico
Imagina: meu estômago é só seu, ele pulsa por você
Etc e blá blá blá
Pode não ser vermelho vivo mas é visceral de sobra
--------------------------------------
Minha primeira forma de entender
É pela boca....
Não tenho medo do amargo (do amar algo)
Mas a minha língua tem carência de açúcar!
O açúcar das palavras doces e das ilusões bem construídas.
Minha saliva é macia demais,
Travosa e desajeitada...
Não tenho medo do comer inteiro, nem do beber tudo.
É com a língua que se ama primeiro.
O coração finge que sente,
O estomago pulsa
E a língua explora... Explora, entrelaça, enlaça.
Promessas feitas entre línguas tem validade curta, mas verdadeira
O gosto vem da boca!
E a boca não sabe mentir.
--------------------------------------
Impresso, expresso e cappuccino.
Terapeutas apaixonados,
Acordes dissonantes e chiclete morango-menta.
Hoje eu achei uma caixinha na rua:
Com trezentos e oitenta e oito tampinhas de caneta Bic
A orelha de Van Gogh
E os restos do seu bigode, que você cortou na semana passada e esqueceu de me contar.
Apertei a caixa contra o peito. Momento pandora.
Mentira pura! Branca e blue.
Terapeutas apaixonados,
Acordes dissonantes e chiclete morango-menta.
Hoje eu achei uma caixinha na rua:
Com trezentos e oitenta e oito tampinhas de caneta Bic
A orelha de Van Gogh
E os restos do seu bigode, que você cortou na semana passada e esqueceu de me contar.
Apertei a caixa contra o peito. Momento pandora.
Mentira pura! Branca e blue.
Gambiarras Sentimentais
Na entrada do meu peito
Tem um letreiro em verde neon:
Gambiarras sentimentais
E suspiros indecifráveis
Aqui.
Existem algumas palavras que eu deveria usar mais:
Sublime, abandono e impetuosa
Apoteótico, cafeína e grotesco.
Talvez, se eu pedalar bem rápido
As palavras se apoderem de mim...Me encosto contra a mureta do bonde e me deixo chorar
Mas é só desejo mesmo!
Tenho uma mania besta de copiar dos livros
Mordo a tampa da caneta até que a minha língua fique roxa
E enrosco os cabelos no travesseiro, pensando num letreiro que diga:
Saída!
Me deixo salgar...
Tem um letreiro em verde neon:
Gambiarras sentimentais
E suspiros indecifráveis
Aqui.
Existem algumas palavras que eu deveria usar mais:
Sublime, abandono e impetuosa
Apoteótico, cafeína e grotesco.
Talvez, se eu pedalar bem rápido
As palavras se apoderem de mim...Me encosto contra a mureta do bonde e me deixo chorar
Mas é só desejo mesmo!
Tenho uma mania besta de copiar dos livros
Mordo a tampa da caneta até que a minha língua fique roxa
E enrosco os cabelos no travesseiro, pensando num letreiro que diga:
Saída!
Me deixo salgar...
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