dentro: lá onde a gente sabe.
(ou pelo menos acredita seguramente-cegamente nessa sabedoria)
será que é equilibro? religião? futuros?
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pura invenção. (mas a ficção é desesperadamente necessária)
fora: um ano que finalmente vai começar! e o ascendente em sagitário que definitivamente não me deixa em paz. O meu estado mais próximo da felicidade/serenidade é com as malas prontas, a rotina em completa esquizofrenia e as minhas questões tão distantes como se não fossem nem minhas!
assim é fácil, sua bandida!
me alugo por temporada. Topa?
Topo! Te esqueço durante todo o verão e alugo seus poros pra dar conta do calor (ou do frio! já que a bandidagem clandestina rolou solta nesse começo de ano)
que preguiça de voltar pra mim. (viajar é legal por isso também! A gente se redimensiona, se acha bobinha e resolve tudo com mais objetividade... A Lara viajada é uma mulher incrível)
A Lara pão-pão e queijo-queijo do dia-dia vive cortando os pulsos com bolacha Maria.
Comida sempre foi uma questão afetiva! Toda uma poética baseada na fatia do pão. (ou pelo menos serviu como ponta pé inicial)
...
A minha ficção:
...
E o desejo. O desejo é um tempo que não se divide em horas, meses, anos. Ele atravessa. só isso.
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No meio:
A morte é um rio todo branco
E a minha avó boiando
No sentido oposto da correnteza.
Como se ela desfizesse
O tempo
A dor
E a vida.
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